Perfil

Origem: Índia. Terras baixas próximas a linha litorânea da Índia; de Bombai até Malibar, de Coromandel até Madras. Também encontrado ao norte do Siri Lanca (Ceilão), próximo à cidade de Jafna.
Temperatura da água: 24 - 27°C
pH: 6.0 - 7.5 (7.0)

dH: 5.0 - 20.00 (8)
Tamanho Adulto: até 11 centímetrosMacho Aplocheilus lineatus
Características: É seguro, desinibido, aproxima-se para comer. Ágil, rápido. Pode ser o "primeiro killie" para quem estiver iniciando com eles.

 

Aquários pequenos não são adequados para este peixe relativamente grande. Mesmo que comprados menores, eles crescem rápido, se bem alimentados. Precisam de espaço para nadar, embora permaneçam parados no mesmo lugar por muito tempo.


Alimentação: Melhores resultados com alimentos vivos: gosta de minhocas da terra, mesmo que maiores do que ele. Há pouco, por conselho de Paulo Tosador, que conhece casos de sufocamento, deixamos de as fornecer inteiras e as temos picado com uma tesoura. Aceita carne crua raspada. Consome ração industrial.

Reprodução: incubação seca de cerca de 3 semanas a um mês, ou incubação molhada de 14 a 21 dias. Crescem até 11 cm, mas são sexualmente maduros aos sete e meio. Machos e fêmeas são do mesmo tamanho. Machos mais coloridos e esguios. Fêmeas mais corpulentas. Vive até quatro anos.

 

Everett Talavera, em sua excelente página dedicada aos lineatus, inteligentemente lembra que "nós não reproduzimos os Aplocheilus, os peixes sentem que as condições são boas para reproduzir e simplesmente nos presenteiam com a reprodução."

 

Os Aplocheilus desovam em plantas, assim como a maioria dos Aphyosemion, muitos dos Fundulopanchax, Aphanius, Epiplatys, Pachypanchax, Fundulus (maioria) e Rivulus (exceto os Rivulus stellifer). Os métodos de reproduzir os Aplocheilus, inclusive os lineatus, são os das plantas e os das bruxinhas. Há um terceiro método, denominado Natural, que consiste em deixar os ovos com os pais. Infelizmente, esse método não pode ser utilizado com os lineatus, em razão do seu tamanho e da sua natureza predatória.

 

Talavera enche um aquário de 40 litros, sem substrato, com 30% de água nova, 30% de água de um aquário antigo. Em seguida, usa água de chuva para deixar o pH próximo a 7.2 e a dureza em torno de 7. Coloca, então um filtro de espuma, com fluxo moderado, obtido de um aquário já estabilizado. Utiliza um termostato com aquecedor, para fixar a temperatura em 25 graus, após introduzir o macho, que faz no dia seguinte ao da colocação de três fêmeas.

 

Ele coloca três bruxinhas no fundo do aquário, presas por pesos, no lado oposto ao do filtro. Aqui, como pode ser visto na foto superior, à direita, nossas bruxinhas são flutuantes, amarelas, e eles desovam normalmente nelas.

 

Após a desova, Talavera retira as bruxinhas, sem espremer, colocando os ovos em outro recipiente. Em cerca de 14 dias esse recipiente estará cheio de filhotes, sendo as menores desovas de uns 80 filhotes, as maiores de mais de 200, e a média entre 120 e 160. Repete diariamente, até que a desova cesse, quando separa os peixes.

Condições ideais

Os Aplocheilus podem ser encontrados na natureza no continente asiático, em diversos países, incluindo o Paquistão, Índia, Burma, Malásia, Tailândia, Indonésia, Siri Lanca, Vietnam, Camboja - não ocorre na China ou nas Filipinas.

 

Os lineatus, especificamente, podem ser encontrados na costa da Índia. Ocorrem em correntes e açudes em altitudes elevadas, e em rios, nascentes. As condições da água nessas localidades é de um pH de 6.8 a 7.2, dureza em torno de 7 e temperaturas entre 22 e 25°C.

Em estado natural, a espécie ocorre em quase todos os tipos de ambiente aquático, mas a preferência é por locais mais quietos, com bastante vegetação. Nesses habitats esse peixe predatório encontra condições favoráveis para localizar e capturar presas e pode ficar imóvel por horas próximo à superfície da água, esperando por elas.

Eles se alimentam, em seu habitat natural de larvas de mosquito, dafnias, pequenos peixes, insetos aquáticos e de qualquer inseto que caia na superfície. Em cativeiro, comem praticamente qualquer coisa, desde flocos, minhocas, patê de Gordon, etc...

 

Considerando o tamanho que alcançam e a forma ágil como se movimentam, costumamos colocá-los em aquários de bom comprimento (80 cm), embora baixos e estreitos. Assim, parecem mais confortáveis e as fêmeas ficam mais preservadas das investidas firmes dos machos.

Reprodução

Nossos lineatus desovam em bruxinhas. Usamos aquários sem qualquer substrato, com umas 3 ou 4 bruxinhas. A cada semana, trocamos as bruxinhas, colocando as que contenham ovos em um novo aquário. O correto seria examinar as bruxinhas mais frequentemente e retirar as que contivessem ovos, mas nossa rotina não permite isso.

 

Na criação dos alevinos existe um grande problema: são peixes muito agressivos e os filhotes maiores costumam devorar os menos desenvolvidos. Mesmo num aquário grande com algumas dezenas de alevinos o número vai diminuindo até sobrarem poucos. O ideal é utilizar vários recipientes pequenos com um grande novelo de musgo de Java. A separação por tamanho dos alevinos deve ser rigorosa: se um alevino cresceu um pouco mais do que os outros, passa para o próximo recipiente com os maiores. Alimentação farta e abundante diminui o canibalismo.

Cuidados

Quando atingem um centímetro já se tornam grandes saltadores (principalmente as fêmeas), portanto os recipientes devem ser fechados.

 

Em 3 semanas pode ver as cores dos Gold. Em dois meses é possível sexar. Após 5 meses ou 7 cm de comprimento tornam-se sexualmente maduros. Continuam a crescer e podem viver mais de 4 anos.

 

Após atingirem os três centímetros já sabem se defender e podem ser misturados com peixes maiores. Eles demoram muito para crescer, comparado com outros killies. São resistentes, não parecem se fragilizar com alteração dos parâmetros da água.