Introdução

Os ovos dos Bettas são mantidos no ninho até que eclodam. Eles são mais pesados do que a água e afundamAlevinos no ninho. Quando isso ocorre, o macho os coleta e os recoloca no ninho. É importante que fiquem próximos à superfície, onde são melhor oxigenados, garantindo o seu máximo desenvolvimento. Logo que nascem, no período em que sobrevivem do alimento contido no saco vitelino, os alevinos permanecem suspensos no ninho, em posição vertical.

Alguns filhotes começarão a se esconder, no terceiro dia de vida, se houver vegetação ou outros elementos para tanto. Na primeira semana, procuram partículas microscópicas de alimento, permanentemente.

Os ovos podem ficar sem a presença do pai, mas não vão atingir a mesma taxa de sobrevivência. O macho não Filhotes bem alimentados, gentileza irmãos Caranapenas os mantém fixos no ninho, mas elimina os ovos "fungados" e retira da superfície deles, por raspagem, colônias de microorganismos que ali parasitam.

O pai deve ser transferido tão logo os filhotes estejam nadando normalmente, pois é comum que não se alimente enquanto cuida do ninho e poderá ficar tentado a se servir de sua prole, mecanismo de seleção natural, quando há falta de alimento na Natureza.

Fase Crítica

A constituição do labirinto é muito importante para a vida do Betta, e ele se desenvolve quando os filhotes estão com 4 ou 5 mm de comprimento, pois é quando conseguem quebrar a superfície da água para o oxigênio exterior. Com duas semanas o labirinto ainda está em desenvolvimento, e eles podem subir à superfície, mas ainda não trocam gases.

Os primeiros vinte ou trinta dias são fundamentais para a sobrevivência dos filhotes, que nesse período são muito sensíveis.

Na terceira semana, começam a se definir o formato e a coloração dos filhotes.

Alimentação

Não alimente antes que os filhotes estejam nadando na horizontal. Se fizer isso, estará somente poluindo o aquário.

O alimento inicial mais indicado pelos criadores são os infusórios, que se cultiva colocando água velha em um recipiente com folhas secas de alface. Minha experiência com eles sempre foi negativa. Assim, conforme alguns outros criadores já adotaram, começo com alimento líquido para filhotes de ovíparos, quando o encontro nas lojas, e com os microvermes.

Acredito que haja alguma perda, pela falta dos infusórios, mas os sobreviventes serão os mais aptos e, afinal, as ninhadas são de tal magnitude que não se nota a diferença.

Depois de alguns dias, uns quatro ou cinco, inicie com os náuplios de artêmia, recém eclodidos. Recém eclodidos não apenas por causa do tamanho, mas também porque então são mais nutritivos. Regule a temperatura de seu "artemiário" de forma que tenha sempre náuplios tenros.

Espalhe o alimento por toda a superfície do aquário, em pequeníssimas porções. Os bettinhas não se movimentam muito e é bom que tenham acesso facilitado à comida. Duas a três vezes por dia, com alimento vivo é uma boa rotina, pois os microvermes e artêmias permanecem no aquário, embora estas últimas morram mais depressa, quando não digeridas.

Limpeza

Não limpe o aquário e o mantenha ao mesmo nível, metade cheio, durante as duas primeiras semanas. A partir de então inicie pequenas trocas parciais e aumente paulatinamente o fluxo do filtro. Somente aumente o nível da água a partir do primeiro mês. Faça isso aos poucos, bem aos poucos.

Observe os filhotes diariamente, veja se seus barrigas ficam inchadas de artêmias, cuja cor é possível distinguir, dentro deles. Um ou outro filhote morto, pode ser retirado do aquário, sem problemas, mas se encontrar dez ou mais no fundo, comece a verificar a origem do problema.

Filtragem

Muitos ainda compartilham da, a meu ver, equivocada idéia de que os filhotes maiores soltam hormônios na água, impedindo o crescimento de seus irmãos. Pelo que sei, isso é mito. Mito, também, que os filhotes crescem conforme o tamanho do aquário. O que ocorre é que em um ambiente fechado e limitado, formam-se tóxicos que debilitam os filhotes, comprometendo o seu metabolismo.

Assim, de acordo com a mobilidade dos filhotes, gradue o fluxo dos filtros de esponja, que devem ser superdimensionados, pelo menos o dobro do que se faria em um aquário de adultos.

E não deixe de comedida, mas frequentemente, realizar trocas de água para eliminação do nitrato, com água em tudo semelhante à anterior e por gotejamento. Um bom dispositivo para isso é uma garrafa plástica de água mineral, de cinco litros, com um equipo de soro adaptado próximo à base.

Sexagem

Com dois meses e meio é possível distinguir o sexo dos alevinos. Os machos normalmente são maiores, o corpo é mais longo e as nadadeiras são mais compridas. Eles devem ser transferidos para recipientes individuais, tais como garrafas pet. Use jarros de, pelo menos, dois litros, preferivelmente de 4 litros. Quanto maiores, menor a poluição.
Não permita que alimento não consumido deteriore no jarro. Não superalimente. Troque metade da água duas vezes por semana. A água da troca precisa ter o mesmo pH e temperatura que a anterior. Seja gentil, quando realizar as trocas de água.
Não utilize substrato, ele esconde comida em deterioração e outros problemas. Plantas vivas são boas, mas somente se estiverem saudáveis. Plantas em decomposição poluem a água. Nunca empregue a mesma rede para bettas saudáveis e qualquer um que seja suspeitoFemeas juntas de doença. Desinfete as redes periodicamente, seja com formalina, seja com hipoclorito de sódio (água sanitária). Desinfete os jarros de bettas que tenham suspeita de doença ou doença. Lave suas mãos sempre que manipular um betta doente.Cubra os jarros, pois os bettas podem saltar.

As fêmeas devem ser mantidas juntas, pois se forem separadas poderão tornar-se agressivas, entre si.